Tudo o que você queria saber sobre a vida na Austrália, mas tinha vergonha de perguntar

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Muita gente tem curiosidade e me pergunta sobre a vida aqui na Austrália, como são as coisas, as pessoas, como se dão os relacionamentos, etc. E existem milhares de blogs que falam detalhadamente como é viver aqui nesse país perdido no meio do nada, então a intenção não é me repetir e sim, dar a minha visão sobre as coisas. Vou tentar dividir com vocês um pouquinho do que eu vejo aqui e que me chama a atenção:

Em recente estudo feito por mim mesma, foi concluído que em Manly Beach e seus arredores são os locais onde mais se faz sexo sem prevenção/proteção no planeta. Infelizmente, não foi por experiência própria que cheguei à esta conclusão, mas sim, por observar diariamente a absurda quantidade de mulheres grávidas e/ou com bebês que circulam por aqui. Pra quem está num celibato forçado há alguns meses, chega a ser humilhante caminhar pelas ruas ou pela beira da praia em qualquer dia ou horário e cruzar com centenas de mulheres empurrando carrinhos de nenê e/ou ostentando barrigas enormes. Dia desses fui correr na areia e dei de cara com um grupo de 8 mulheres, sendo que 2 delas estavam grávidas, 1 já tinha um bebê nos braços e as outras 6 brincavam alegremente na beira do mar com suas criancinhas. Uma cena quase chocante.






Se você acha que já tomou os melhores cafés do mundo na Europa, na Colômbia ou até mesmo no Brasil, esqueça. É aqui na Austrália que se fazem os melhores cafés. O café está para a Austrália assim como o chimarrão está para os gaúchos. Todo mundo aqui bebe café o tempo todo e em qualquer lugar, inclusive na beira da praia. Bicicletas e carrinhos de bebê tem porta copos de café pra facilitar a vida do povo, só pra vocês terem uma ideia do quanto a cultura da cafeína é forte por aqui. E você acha que o melhor café que pode tomar é da Starbucks? Sabe nada, inocente!




Dirigir sentado no lado do passageiro é muito estranho. Trocar as marchas com a mão esquerda é um desafio e tanto, bem como acionar a palanca do lado certo quando quer dar a seta avisando que vai dobrar ao invés de ligar o limpador de parabrisa. E não é só na hora de dirigir que as coisas aqui são do lado oposto, o mesmo vale pro fecho da mochila e praquele pezinho de apoio das bicicletas. Ah! Escadas rolantes também são do lado contrário ao que estamos acostumados no Brasil.




Todo mundo acorda muito cedo aqui e dorme cedo também. É normal sair da cama às 5h30/6h da manhã e ir deitar às 21h. É muito comum também sair pra jantar entre 17h30 e 19h, mais tardar. Não existe essa de querer chegar num restaurante às 22h pra fazer uma refeição. Esquece! O horário de pico num restaurante à noite acontece por volta das 19h30 e às 21h o expediente já começa a ser encerrado.

As aulas das crianças no colégio começam às 9h da manhã e vão até mais ou menos às 15h. Na frente do prédio onde eu moro, tem uma parada de ônibus escolar e todos os dias às 8h30 criancinhas com idades entre 5 e 10 anos esperam SOZINHAS pelo transporte, todas de uniforme que inclusive, inclui uma mochila que é igual pra todos. Esquece essa frescurada de mochila de mil Reais cheia de firulas, aqui não tem disso.




As lojas fecham às 17h, inclusive nos shoppings centers. Somente nas quintas-feiras é que o comércio fica aberto até mais tarde, mas só até às 18h30/19h.

Bem diferente do Brasil, os relacionamentos aqui se estabelecem de outras formas menos invasivas. Aquela troca de olhares seguida de cantada que costuma acontecer num bar ou numa festa no Brasil, simplesmente não existe aqui. Ou se dá com muito menos frequência e baixa intensidade. É muito comum que o primeiro contato entre duas pessoas se estabeleça através de algum aplicativo online, tipo Tinder, Happn, eHarmony. Daí pro mundo offline é um pulo e se o match acontecer também na vida real, é bem provável que role um namoro.





SMS. Por incrível que pareça, em plena era do What’s Up, aqui a comunicação rola essencialmente via SMS, o bom e velho torpedo.  É estranho, né? Pois eu também acho.





É super normal alguns policiais entrarem em bares e baladas no meio da noite pra conferir o nível de bebedeira do pessoal. O povo bebe demais aqui na Austrália e perde a compostura totalmente. Enquanto no Brasil a gente toma um pileque e consegue manter a pose de quem ta sóbrio, aqui não. Eles fazem questão de extravasar e pagar mico. É bem comum ver homens e mulheres caindo de bêbados por aí e achando isso o máximo.






McDonald’s aqui é Maccas. Burguer King é Hungry Jacks.





Como já comentei, eu não tenho emprego fixo aqui ainda e vou pegando uns bicos à medida que eles vão aparecendo. Alguns pagam AUD 18 por hora, outros pagam AUD 20. É motivo de muita comemoração quando aparece alguma coisa que pague mais do que AUD 25 a hora e quem costuma ganhar isso são os caras que trabalham nas construções. Ontem pintou uma oportunidade interessante: ir de táxi até um hospital aqui de Manly buscar um senhor que iria fazer um exame e no mesmo táxi, deixá-lo no hotel onde está hospedado, também em Manly. Ele pagaria as despesas do táxi e ainda pagaria o meu trabalho, que basicamente consistiria em ligar pro táxi, ir até o hospital, buscá-lo na sala de exames, entrar no táxi, deixá-lo no hotel e voltar pra casa. Pois bem, enquanto escrevia esse post meu telefone tocou e era do hospital avisando que o senhor Ed estava pronto e eu poderia ir buscá-lo. Conforme instruções que recebi, liguei pro táxi, calcei os tênis e fui. Cheguei ao hospital e o senhorzinho estava lá já pronto me esperando. Na chegada já me agradeceu mil vezes pela ajuda e pagou pelo meu serviço. Botei ele no táxi, entrei no banco de trás e paramos no hotel pra que ele descesse. Segui no táxi e 2 minutos depois estava em casa. Tudo isso durou 30 minutos e me rendeu 50 Dólares Australianos. Isso é MUITO dinheiro pra apenas 30 MINUTOS de “trabalho”. Isso é também um pouco sobre a vida na Austrália.




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