Virando a Própria Mesa – Parte 6: O Feitiço do Tempo

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“Não, não posso parar,
Se paro eu penso
Se penso eu choro”
(Mundo Maluco – Moacyr Franco)


Antes mesmo de voltar pro Brasil durante as minhas férias na Austrália, eu ja sabia que queria morar lá. E ja se passaram 8 meses desde que retornei, mas ainda faltam longos 6 meses*pra que eu possa finalmente concretizar esse plano de mudança que é meu foco. O tempo então, de certa forma,  virou meu inimigo.

Quando tudo está muito claro e definido pra gente; quando sabemos exatamente o que queremos e o que devemos fazer, fica bem difícil segurar a ansiedade e esperar calmamente que a sucessão de dias e noites traga enfim a tão sonhada data em que tudo vai se realizar e se materializar. Sinto como se estivesse gestando um bebê cuja carinha só poderei ver em 6 meses. As fotos em 4 dimensões e os exames de imagem indicando que ta tudo em ordem, não são suficientes pra aliviar a curiosidade e ansiedade de ter aquele serzinho no colo de uma vez pra poder descobri-lo aos poucos.  Qualquer mulher que ja esteve grávida deve entender direitinho o que eu to sentindo. Guardadas as devidas proporções, esse plano pra mim tem o mesmo significado de um filho porque não deixa de ser uma vida nova que vai começar.

Mas não adianta querer tentar controlar algo que não tem controle e só me resta esperar que o tempo passe no seu ritmo. E naqueles momentos em que a ansiedade me faz roer as unhas e fumar 3 cigarros na colada, tento olhar o calendário numa outra perspectiva que me mostre um lado melhor, o copo meio cheio. E então foi que descobri que faltam apenas 2 meses pro ano terminar. Sim, pouco mais de 60 dias e 2014 ficará pra posteridade. E depois que o ano terminar, faltarão só mais 3 mesinhos pra que o sonho vire realidade. Simples, não é mesmo?

Pois é, mas o tempo é o senhor dos imprevistos e mesmo tendo essa visão simplista e otimista, sei que muita coisa ainda pode acontecer nesses 6 meses. Muita coisa boa e muita coisa ruim que podem abalar drasticamente tudo o que eu planejo pra mim mesma. Tento não pensar nisso e me concentro apenas em alcançar as metas que estabeleci, usando esse tempo que ainda me resta para me preparar de todas as formas possíveis pra aterrissar lá do outro lado do mundo e começar do zero.




*Muita gente me pergunta porque só vou em abril de 2015 pra Austrália e a resposta é bem simples: primeiro porque tenho um evento familiar grande e importante em março aqui no Brasil. Logo, não valeria a pena pagar uma passagem pra Austrália esse ano, iniciar a vida lá e ter que pagar passagem de novo pra vir e voltar. Custa bem caro ir até a Austrália e a viagem é bem desgastante. Segundo porque preciso juntar uma grana pra por esse plano de pé e preciso encerrar minhas coisas aqui com tranquilidade e profissionalismo. Terceiro porque quero estar muito preparada em todos os aspectos pra encarar essa mudança que será tão radical. Meu plano não é ir pra passar uma temporada e voltar pro Brasil depois de 6 meses ou 1 ano. Estou indo pra fixar raízes por lá e por isso, preciso estar pronta e com todos os riscos calculados.




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