Oh, baby, that’s what I like

by - 21:32

Dizem os caretas e os certinhos que mulher gosta mesmo é de homem cafajeste, canalha, embora encha a boca pra reclamar deles e estabelecer distância mais do que regulamentar. Li esses dias um post de autoria masculina explicando o porquê dessa predileção num blog que leio muito, chamado Entenda os Homens. Concordei com o que estava escrito ali e me inspirei pra dar a visão feminina dos fatos, embora, é claro, esteja chovendo no molhado.

Um cafajeste é um cara que tem na mesma medida a capacidade de atormentar e fascinar uma mulher. Atormenta porque jamais a deixa segura quanto aos seus sentimentos; ela nunca sabe se ele gosta de fato dela ou se está apenas se declarando baixinho no seu ouvido pra levá-la pra cama. O cafajeste desafia e toda mulher é fascinada por um bom desafio.

Cafajeste é o cara que domina da arte de fazer uma mulher se sentir bonita, gostosa, desejada apesar das celulites, das ruguinhas no canto do olho, da bunda que não tá tão em forma assim. Um cafajeste não liga pra isso, e se liga, não faz cara feia. Pelo contrário. Um cafajeste sabe como poucos babar convincentemente por uma mulher e fazê-la se sentir a bala que matou Kennedy. Reparem que não to falando aqui daquele olhar nojento de tarado, mas sim, de um olhar de malícia, de safadeza.  Só o bom cafajeste tem a fórmula e sabe a dose exata pra essa poção entorpecente que mistura tesão com uma pitada de carinho. Que atire a primeira pedra aquela que nunca se achou a Gisele Bündchen depois de ter tomado uma encarada de um sujeito cafa.

Da mesma maneira que um cafajeste sabe olhar pra uma mulher com desejo, ele sabe também como tirar sua roupa com maestria. Um cafajeste é capaz de abrir um sutiã com o deslizar da sua mão nas costas da vítima sem que ela sequer perceba, sem deixar marcas. Entre beijos melados no pescoço e segredos de liquidificador no ouvido, lá se foi o sutiã escanteado pra algum canto do quarto. O mesmo vale para o profissionalismo no momento de tirar a calcinha, onde a mais conservadora e envergonhada das fêmeas nunca apresenta resistência e se deixa inocentemente levar por aquelas mãos que deslizam com precisão cirúrgica sobre o seu quadril. O autêntico exemplar do cafajeste despe uma mulher em menos de 5 minutos com a mesma facilidade e simplicidade com que saca dinheiro no caixa eletrônico.

Um cafajeste profissional se preocupa com o prazer da sua “parceira” muito mais do que com o seu próprio. Porque ele sabe que uma mulher bem trabalhada (pra não dizer outra coisa) é uma mulher fidelizada com quem ele poderá contar sempre que precisar. Ela estará lá sempre perfumada, de lingerie nova e depilação em dia, ao seu inteiro dispor. O que mais ele poderia querer?

Um cafajeste tem sempre uma camisinha no bolso da calça e uma cantada irresistível na ponta da língua. Tem muita atitude e pouco medo de se expor ou correr riscos. Um bom cafajeste tem a paciência de um monge budista e a fome de um leopardo, e sabe direitinho o momento exato de encurralar sua presa. É ao mesmo tempo estratégico e desencanado, charmoso e cretino, doce e displicente, misterioso e escorregadio e se for esperto, jamais prometerá aquilo que não poderá cumprir. Do contrário, não será mais um cafajeste e passará para a categoria dos sacanas.

E deve ser exatamente por isso que a gente gosta tanto dele.


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