Perdendo a fé na humanidade – Episódio de hoje: Sessão de cinema

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Ontem a tardinha fui ao cinema. Quem costuma fazer esse tipo de programação cultural sabe o quanto custa sair de casa pra ir assistir um filme: R$ 20,00 de ingresso + R$ 15,00 de pipoca e refrigerante + R$ 5,00 de estacionamento no shopping. Custo total de R$ 40,00 per capita no GNC. Tá longe de ser acessível.

O filme que fui ver era O Tempo e o Vento. A sala estava lotada e a maior parte do público tinha mais de 35 anos, ou seja, teoricamente gente que sabe se comportar. Na fileira atrás de mim duas coroas começaram o bate papo ainda nos traillers. Ok, até esse instante uma conversinha é aceitável. Mas daí o filme começou e elas continuaram matraqueando como se estivessem num bar ou na sala da própria casa. Não bastasse o fato de não calarem a boca, ainda riam alto quando não era o momento pra isso. Aquilo foi me irritando e a vontade que eu tinha era de levantar e pedir que parassem a projeção no meio pra que as tias pudessem atualizar o tricô e depois fechassem a boca de vez. Mas, como sou educada e sei que cinema não é sala de bate papo, furiosamente me virei pra trás e fulminei as duas com um olhar que deu medo nos meus dois amigos que estavam do meu lado. Prontamente elas se calaram.

Como se isso não fosse pouco, quase no fim da sessão o celular de um cidadão começou a tocar em alto e bom som um pancadão digno da periferia. Veja bem que eu estava no cinema de um shopping center a um custo de R$ 40,00 por cabeça. Logo, o público é (ou pelo menos deveria ser) selecionado.


Gostaria bastante de entender por que alguém sai de casa, paga uma grana e vai bater papo no cinema. E por que, estando lá, não verifica antes de começar a sessão se o seu telefone celular não está desligado ou no modo silencioso? Será que as pessoas desaprenderam a ir ao cinema? Ou na verdade será que elas nunca souberam?

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