Paixão platônica: modo de usar

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O que você faz com uma paixão não correspondida? Como é que você administra esse sentimento que tem aí dentro do seu peito, mas que simplesmente não existe no peito de quem você ta afim? Pensando em tantos olhinhos que brilham sem refletir a luz do outro lado, elaborei uma pequena espécie de bula para aqueles que procuram a cura para o mal de não ser correspondido.

Afogue sua paixão platônica na mesa de um bar. Beba o corpo. Permita-se a amnésia alcóolica e sentimental. 
Corra. Calce os tênis, aproveite o sol do fim do dia e saia ventando as tranças por aí. 
Lute boxe, karatê, judô. Puxe ferro. Esmague o seu sentimento numa série interminável de abdominais. 
Escreva. Leia. Pense. Repense. Medite. Viaje. 
Trabalhe como se não houvesse amanhã. Faça caridade. Doe seu tempo. 
Converse com amigos. Conte sua história pro taxista, pro seu pai, pra sua mãe, pro seu cachorro, pra algum estranho que você esbarra na metrô. 
Dance até cansar os pés. 
Se encha de gente em volta. Ou simplesmente fique sozinho.
Grite ou fique em silêncio. 
Saia pra rua ou se tranque em casa. 
Durma ou vire noites em claro.


Até que finalmente você vai estar tão ocupado, que só lhe restará esquecer.

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