Um conselho pra Nicole Bahls

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“Tenho uma família. Sou formada em Jornalismo e estou tendo oportunidade de amadurecer e crescer na área profissional. Tenho coração, assim como qualquer outro ser humano, e jamais me sujeitaria a ser usada como divertimento. Não sou mais adolescente. Tenho princípios. Sou independente. Preciso de alguém que me ame, me respeite, mais nada. Fico triste em ser rotulada dessa forma”. 

Essa é a declaração da ex-Panicat Nicole Bahls sobre comentários feitos por sua ex-sogra, Cláudia Raia, em que a comparava com uma chacrete e achava sim que seu filho de 15 anos devia usá-la para se divertir. Não vou comentar a declaração em si, mas duas coisas me chamaram a atenção em relação ao discurso da moça e é sobre isso que vou analisar e escrever: “jamais me sujeitaria a ser usada como divertimento” e “fico triste em ser rotulada dessa forma”.

Oi, gente! Eu sou piriguete mas tenho princípios.


Uma pessoa – neste caso, uma mulher – que se coloca em roupas mínimas e que faz caras e bocas enquanto exibe o corpo praticamente nu em rede nacional está passando qual mensagem para o público? Que é uma ótima jornalista? Que vem de uma família estruturada? Que é educada, gentil e puritana? Nem precisa responder porque é muito óbvio que agindo desse jeito tudo o que essa mulher vai passar através da sua imagem é que ela é SIM um item para divertimento masculino, que seu cérebro foi encolhido pra dar lugar aos músculos do restante do corpo e que transar com ela é tão fácil quanto transar com uma prostituta qualquer. Fato inegável.

Eu pago calcinha, mas sou inteligente.Tá, pessoal?

Daí essa mesma mulher que abusa das roupas curtas, apertadas e que ressaltam todos os seus atributos físicos não apenas no seu local de trabalho (no caso, o programa Pânico), se vale desse mesmo uniforme pra desfilar por aí em eventos e em situações de rotina. Ela ta querendo o que com isso, eu lhe pergunto? Será que continua tentando passar a imagem de que é uma boa jornalista, que é educada, gentil e puritana? De novo a resposta é óbvia: NÃO. E então ela se chateia porque as pessoas a rotulam como um objeto de divertimento. Mas o que essa pessoa faz pra não ser rotulada dessa forma? Ela por si só ja se colocou nessa posição de “mulher objeto” há muito tempo, as pessoas estão apenas confirmando a sua posição. Ela exige respeito dos outros, mas ela própria não se respeita, então como faz?

Consegue enxergar o meu cérebro super desenvolvido através da fenda do meu vestido?


Amiga Nicole, caso você não se lembre ou não conheça, existe um velho ditado que diz assim: uma imagem vale mais do que mil palavras. Então, se você de fato quer ser reconhecida pelos seus atributos intelectuais mais do que pelos seus atributos físicos, pense duas vezes antes de se vestir e se comportar feito uma – desculpa aí – puta de quinta categoria. Porque os outros irão julgar você sempre pelo o que eles estão vendo e no seu caso, eles estão vendo demais e o que não devem. Então, se preserve, aproveite o bom dinheiro que ganha e contrate um personal stylist de nível que faça um bom trabalho por sua imagem. Mas se preferir, continue se vestindo e se comportando feito uma piriguete e depois gaste mil palavras pra tentar convencer os outros de que você não é.



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