Gravidez (in)desejada

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Inspirada por um texto que eu li no Facebook sugerindo a descriminalização do aborto, resolvi  me manifestar sobre o assunto. Mas não vou falar de aborto, não vou dizer se sou à favor ou contra de tal prática, mas sim levantar um ponto óbvio sobre o assunto gravidez que ninguém se dá conta quando começa a falar sobre a questão.

Evitar uma gravidez hoje em dia é tão simples e fácil que a prática do aborto como recurso para interromper uma gestação nem deveria existir, exceto para casos de deformação fetal, estupro e assemelhados. Os métodos contraceptivos são inúmeros e das mais variadas espécies: camisinha, pílula anticoncepcional, pílula do dia seguinte, diafragma, anel vaginal, DIU, implante de hormônios e certamente devem haver outros que eu desconheço. Não existe desculpa pra engravidar sem vontade porque as opções para prevenir e evitar o fato estão aí, todas disponíveis à preços acessíveis e muitas até fornecidas gratuitamente pelo serviço de saúde pública. Só fica grávida atualmente quem realmente quer. Não se adapta com a pílula anticoncepcional? Tenta o anel vaginal. Acha ruim usar DIU? Testa o diafragma. Não gostou? Parte pro implante. Tentou, não deu certo, não usou camisinha na última transa e acha que pode engravidar? Corre ali na Panvel mais próxima e compra uma pílula do dia seguinte. Simples assim. E ainda com todas essas opções à disposição é mesmo necessário fazer um aborto? Acho que não, né? Ah, dirão algumas, mas e a gravidez acidental? Pra mim gravidez por acidente só existe se você se previne corretamente e se por um azar do destino o método escolhido falha. Do contrário, me desculpa a sinceridade, mas é relaxamento ou vontade de ter filho mesmo.

O que eu acho nessa história toda é que as mulheres não se respeitam o suficiente, não se cuidam como deveriam e brincam de roleta russa com um assunto tão sério. Ter um filho no mundo em que a gente vive hoje é de uma responsabilidade absurda e muito mais do que instinto maternal, é preciso ter vocação e habilitação pra gerar, parir e criar uma criança. Só que eu acho que as mulheres não levam isso muito em consideração e saem por aí se reproduzindo como se não tivessem à disposição métodos seguros e eficientes pra evitar colocar no mundo mais um ser humano.

Então acho que muito antes de partir pra discussão sobre liberar ou não a prática do aborto, deveria haver uma maior conscientização sobre os impactos de uma gravidez e um acesso ainda mais fácil aos métodos contraceptivos. Partir pra ignorância não é o caminho.

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2 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Partiu da ignorância de pessoas colocarem a 'culpa' nos impulsos, desejos e vontades sem controle, diante de tantos controles disponíveis no mercado.
    Show de artigo, Menina De Ar!!;)

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