Porcos humanos

by - 06:13


Tem certas coisas no mundo que já estão enraizadas e fixadas na cultura e no dia-a-dia de muitas sociedades que questioná-las, discuti-las ou contestá-las torna-se um ato de ignorância e uma grande perda de tempo. Por exemplo: uso de pílula anticoncepcional, de camisinha, cinto de segurança e telefone celular só pra citar alguns. Todo mundo concorda que usar preservativo numa relação sexual é a única forma de se proteger de doenças e que cinto de segurança evita lesões e morte num acidente de trânsito. São fatos óbvios. Não se discute mais sua legitimidade.

Penso que o ato de NÃO jogar lixo na rua segue o mesmo preceito. Todo mundo há muito tempo ja sabe que descartar resíduos em via pública não é uma boa por razões óbvias e claras: porque entope os bueiros, porque suja a cidade, porque causa danos ao meio ambiente. Mas inacreditavelmente em pleno ano de 2013, século XXI, humanidade com acesso à milhares de tecnologias, homem tendo pisado na lua e descoberto a partícula de Deus, ainda tem gente que num ato primitivo abre a janela do carro e atira no meio da rua o papel do picolé, a latinha de cerveja, a caixa do hamburguer. Tem gente que vai pra beira da praia curtir um dia de sol e deixa por lá todo o lixo proveniente do que consumiu. Como é que pode??? Que pessoas são essas??? Quem educou estes indivíduos???



Passei alguns dias no Rio de Janeiro há pouco e voltei extremamente chocada e indignada com a quantidade de lixo que as pessoas deixavam na beira da praia sem a menor cerimônia. Copacabana perdeu o posto de princesinha do mar e ganhou o título de rainha da sucata tamanha a sua sujeira. E quando a maré subia, puxava da beira da areia e levava consigo todo aquele monte de garrafinha d’água, embalagem de picolé, sacos vazios de biscoito, copos plásticos. Um horror!!! Ipanema e Leblon não ficaram muito atrás no quesito sujeira.


Na minha santa ingenuidade achava que as pessoas ja tinham enraizado na sua cultura que só se deve jogar lixo no lixo, e não no meio ambiente.  Me enganei. Talvez porque haja entre nós uma nova espécie de humanos: os porcos.



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