Projeto no smoking – começar de novo

by - 07:39


Comecei a fumar ainda adolescente naquela onda de rebeldia e contestação própria da idade. Em algumas épocas da vida fumei mais, em outras, menos. Mas nunca fui aquele tipo de fumante clássico que acende um cigarro sem nem mesmo ter levantado da cama de manhã ou que gosta de dar as suas tragadas enquanto toma aquele tradicional cafezinho depois do almoço. Aliás, detestava as duas coisas: cigarro de manhã e cigarro com café.

A promessa de parar de fumar sempre fez parte das minhas listas de resoluções de ano novo, mas nunca se concretizaram simplesmente porque nunca tentei de verdade. Mas no comecinho de 2009, enjoada do cheiro de cigarro, resolvi que era hora de finalmente parar com esse vício horroroso. Sei que a maior parte das pessoas que tentam se livrar do fumo sofrem pra fazê-lo e ficam mais ansiosas, comem horrores, roem unhas, tem insônia e outros sintomas clássicos de abstinência. Então, pra evitar passar por todo esse tormento, pedi que meu médico me receitasse um remédio logo, embora eu não fosse uma fumante que precisasse recorrer à esse artifício. Mas mesmo assim insisti e ele me receitou Zetron, cuja substância ativa é o cloridrato de bupropiona e uma das substâncias mais usadas pra esse tipo de tratamento.

O tratamento funcionava da seguinte forma: deveria tomar o remédio diariamente e seguir fumando e deveria parar de fumar até o 8º dia. Como não era uma heavy user do cigarro, consegui parar no 3º dia e nunca mais fumei. Porém, tive uma alergia medicamentosa terrível que me deixou inchada e tapada de bolas gigantes pelo corpo todo, mas que foi curada com a suspensão do remédio e muito antiestasmínico.

No início 2012, prestes a completar meu 3º ano livre do fumo, tive uma recaída por conta de um stress monstruoso e voltei a fumar. Eu sei, eu sei, eu sei que não deveria ter feito isso, mas o fato é que fiz e cá estou de novo na tentativa de me livrar agora de uma vez por todas desse hábito nada saudável. Não é fácil se ver livre de um vício e olha que eu fumo bem pouco (em média 4 cigarros por dia).

Mais uma vez pedi ao meu médico que me receitasse um remédio pra acelerar o processo e suavizar os sintomas da falta de nicotina, porém, como sou alérgica à bupropiona, só me restou recorrer a um tratamento mais light e não tão acertivo quanto o anterior. Comecei ontem a tomar um outro medicamento e confesso que a vontade de fumar diminuiu, mas não despareceu.

Se vai dar certo esse novo tratamento eu não sei, mas estou comprometida comigo mesma a ter sucesso.

Saldo do dia: 2 cigarros


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