O dia em que a Terra parou

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Segundo o calendário e a profecia dos Maias, o mundo vai se extinguir em 2012, mais precisamente no dia 21 de dezembro. No final do ano passado quando as previsões pro ano vindouro eram feitas, o assunto dominante era esse em todos os meios de comunicação: o fim do mundo em 2012. Será que alguém ingenuamente acredita mesmo que no dia 21 de dezembro deste ano o mundo vai se auto implodir e virar poeira cósmica, exatamente como aconteceu a bilhões de anos atrás com os dinossauros? E sendo assim, será que viraremos todos fósseis e acabaremos expostos no mall de algum shopping center como atração de férias para seres que irão habitar esse planeta em 3024? Honestamente, acho bem pouco provável que isso aconteça e acho que  o fim à que os Maias se referiam não era exatamente ao mundo palpável e literal, mas sim, ao universo interno de cada um que dorme e acorda todos os dias em cima desse planeta. Muita mudança terá que ser feita pra que planetas internos se choquem e disso nasça algo novo, melhor, diferente.

Bom, sobre fim interno posso falar com propriedade porque as placas tectônicas do meu mundo estão se mexendo constantemente e provocando terremotos absurdos aqui dentro. E vejo que o mesmo acontece com um monte de gente ao meu redor. Gente que deixou uma vida relativamente confortável e estruturada pra arriscar e começar tudo de novo em outra cidade, gente que desmanchou casamento de anos pra buscar a felicidade com outro alguém que conheceu há uma semana, gente que foi viajar pra fora do país pra se encontrar, gente que vai ter filho e formar uma família (aliás, dizem os entendidos que 2012 é o ano da procriação e honestamente, não lembro de em outro ano ter sabido de tanta mulher grávida como neste), gente que mudou de profissão, que mudou de sexo e de opinião. Enfim, todos esses movimentos individuais geram movimentos coletivos e acho que o grande fim que todo mundo tanto teme, na verdade é só um recomeço.

Porque de uma coisa eu tenho certeza: eu não vou terminar 2012 como comecei. Meu mundo vai se extinguir, vai se abalar e com o que sobrar, eu vou começar de novo no ano que vem.

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